DIZ-LHE QUE NÃO, DE HELENA MAGALHÃES


Sempre gostei muito de ler - nesse aspeto, identifico-me a 100% com Helena. 
Em pequenina, devorava as páginas de qualquer livro que fosse em menos de uma semana. Lembro-me de ficar acordada até depois da meia-noite (ainda que não tivesse ordem para tal) debaixo dos lençóis, com a luz do telemóvel da Nokia apontada às letras, a ler, a ler, a ler e, quando dava por mim, já não estava lá. Estava em Verona a chorar na varanda com a Julieta; na América a fazer diabruras com as irmãs gémeas rebeldes. 

Quando entrei para a primeira classe, disse à minha professora que queria ser escritora. E quero. Gostava imenso. Contudo, ser escritora é uma grande responsabilidade. Não é só despejar palavras para a folha em branco do computador. As palavras têm que ter um significado - a história tem que ter um significado. Por isso é que gosto tanto do blogue da Helena (que podem visitar aqui). Por isso é que gostei tanto do livro da Helena (que li em dois dias, ainda que não me tivesse escondido debaixo dos lençóis para tal).


Passando ao que interessa, o "Diz-lhe que não" é, nada mais nada menos, que um desabafo da autora acerca dos amores e das relações conjugais (ou extra-conjugais) de hoje em dia. É, também, um apelo a todas nós mulheres; um apelo para que não nos deixemos levar pelas relações fast-food de hoje em dia, como ela assim as apelida; para que não nos conformemos com uma relação que não nos dá assim tanto porque é mais fácil perdoar traições do que ficar sozinha. Como Helena diz, o amor é mesmo outra coisa. 

E, tal como ela acredita nisso, também eu (ainda) acredito. Por isso, aconselho-vos a todas a ler este livro. E aos vossos namorados/parceiros/irmãos, até, a ler também. Pode ser que assim comecem a perceber que as mulheres não são brinquedos para usufruirem quando querem e lhes apetece e, tal como as "tiram da prateleira", colocam-nas de lado para voltar a ir buscar quando a vontade e a carência assim lhes indicarem (como no caso da Olívia e do Pseudo-Intelectual). 



Resumindo e concluindo: adorei este livro. Se já era fã do trabalho da Helena Magalhães em todos os sentidos, agora ainda fiquei mais. De leitura fácil e cativante, "Diz-lhe que não" tem o poder de nos agarrar ao sofá a noite toda; tal como se tivéssemos a conversar com um velho amigo - ou irmã mais velha que, ao pentear o nosso cabelo ao calor da lareira numa noite de inverno, nos dá conselhos e nos ouve a falar sobre os nossos desamores. Obrigada, Helena, por este sentimento de nostalgia e da tua presença na mesma sala que eu enquanto li o teu livro. 

E sim, enquanto tiver razões para tal, vou continuar a acreditar que o amor é outra coisa



1 comentário:

  1. Amei o post! Fiquei com muita curiosidade em ler o livro!

    Também adoro ler, muito, mas há um bom tempo que não fico a ler um livro até de madrugada! Para ser sincera, sinto mesmo a falta disso!!

    Beijinhos! Where I Belong

    ResponderEliminar