LEITURA DE AGOSTO: AMOR, DE LUÍS OSÓRIO


Nem sempre tenho o tempo que gostaria para ler, ou para ir ao cinema, ou para ir a concertos de música clássica ou de jazz. Às vezes ficamos tão presos na correria do dia-a-dia que acabamos por nos esquecer que há certas coisas das quais não devíamos prescindir.

Sendo uma delas, claro está, ler. Mais do que a sensação visual que um filme, uma novela ou uma série nos dá, um livro é de todas essas formas a minha favorita, pois a sensação visual que tenho ao lê-lo parte unicamente da minha imaginação. É como se o escritor pegasse no seu mundo e me desse a chave para torná-lo meu também. Sempre li muito em miúda e, infelizmente, à medida que os anos corriam e tantas outras coisas apareciam pelo caminho, deixei de me dedicar em pleno a esta "tarefa".

Quando decidi começar a escrever no blogue, decidi também que iria ler pelo menos algumas páginas por dia. O livro em que peguei primeiro foi neste - AMOR, por Luís Osório. Confesso que já comprei este livro há muito tempo (faz este mês um ano, na verdade); contudo, como já tinha alguns livros para ler na altura e entretanto meteu-se o ano escolar pelo meio, ficou "esquecido" na estante a aguardar a sua vez. Essa foi a principal razão pela qual o escolhi para me "relançar" no mundo da literatura - isso e por ser de um autor português, visto que por vezes sinto que até eu menosprezo um pouco a literatura portuguesa e os seus autores. Algo que não devia, de todo, fazer - principalmente se quero um dia fazer parte deste leque de nomes célebres (ou não tão célebres, mas igualmente bons).

Honestamente, o livro aborda assuntos que tocam em vários pontos sensíveis de qualquer um de nós - o modo de ver o amor, claro; o modo como lidamos com a família, a importância do passado e do desapego ao mesmo, a importância que tem sermos nós como pessoas individuais antes de sermos nós e o nosso parceiro ou nós e os nossos filhos.


Como leitora, prefiro sempre os romances ou as obras de fantasia - vampiros, bruxas, amores impossíveis, almas gémeas, princesas no seu castelo que se salvam sozinhas mas acabam por encontrar o príncipe encantado na mesma. Este é um livro que, apesar do nome clichê, não tem nada disso. Talvez por isso não seja dos meus livros preferidos de sempre, mas acho que é um livro que vale a pena ler pelas lições de vida que tem por trás.

Admito que foi uma leitura demorada: ocupou-me todo o mês de Agosto, quando na realidade, quando gosto mesmo de uma obra, consigo ficar acordada a noite toda a ler e ao acordar no dia seguinte, o primeiro desejo que tenho ser pegar-lhe. Isso não aconteceu com este livro, talvez por ser sobre tópicos mais pesados, mais direccionados a adultos já moldados pelas características da vida e não para um adolescente que ainda tem mais sonhos que desilusões (graças a Deus!!). Contudo, acho que daqui por algum tempo até me vou lembrar de certas páginas que li por aqui e pensar que afinal esta leitura até foi útil em dado ponto da minha vida, da minha carreira, da minha situação atual.


Com este, o autor já conta com cinco livros publicados e, atualmente, tem 44 anos e é consultor empresarial. Acho que é, de facto, preciso ter uma vasta experiência de vida para escrever uma obra tão caricata, tão atual, tão severa ao ponto de não passar paninhos quentes e ir direto ao assunto em vários problemas que a nossa sociedade tem e finge ignorar - nomeadamente no que toca a relações, casamentos e, por sinal, divórcios também.

Espero que tenha aguçado a curiosidade para os leitores mais maduros e que possam ir ler e dar-me a vossa opinião a seguir, para ver se coincide com a minha ou...nem por isso :) E, voltando ao assunto da minha promessa a mim mesma de ler mais: para o mês que vem espero trazer-vos o meu feedback de dois livros que já estão na minha lista de espera. O meu objetivo até 31 de dezembro é, sem dúvida, conseguir ler 10 obras. Uma já está, vamos ver se cumpro com o resto. Fiquem para ver.



1 comentário:

  1. Gostaria de ler mais! Mas nunca consigo! Beijinho!
    Padaandluda.com

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